segunda-feira, 27 de agosto de 2012
O macabro e o grotesco nas esculturas de Kris Kuksi
publicado em artes e ideias por seven
A escultura é apenas uma das múltiplas formas de expressão do americano Kris Kuksi e aquela que melhor serve os seus propósitos de realismo fantástico. Compostas por um conglomerado minucioso de elementos variados, arquitecturas reais ou imaginárias, superestruturas mecânicas e ossadas humanas, as suas peças escultóricas são macabras, grotescas mas, sobretudo, surpreendentes.
As esculturas têm inequivocamente o mérito de reflectir a visão complexa que o seu autor tem do Mundo, o verdadeiro Inferno na Terra nas suas palavras. Os títulos remetem para uma terminologia bíblica - Torre de Babel, Pecado original, Trono de Lúcifer, etc. - e procuram passar uma mensagem mística e até moralista. Goste-se ou não, vale a pena olhar mais demoradamente.Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2007/12/o_macabro_e_o_g.html#ixzz24mLCSm4N
Museu macabro – Museu da cultura funerária
POR VERFLUCHT
Este museu para a cultura funerária foi aberto na cidade de Novosibirsk na Rússia por um empresário local. A por volta de 10 mil exposições dedicadas às tradições funerárias do século 19 neste museu.
Fonte - Protelando
A arte macabra de Mariano Villalba
Belíssimos os trabalhos do diretor de arte argentido Mariano Villalba. Por trás de toda beleza, há um lado macabro e surreal muito aflorado.
Arte & Design Brainarray
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
De Anjo a Demônio: a construção histórica da imagem do Diabo
Este é um cara que você conhece de outros carnavais. Todo mundo tem uma imagem mental do Diabo. Seja ele como um homem que use capa preta, um ser grotesco vermelho, mas a figura que predomina é do monstro vermelho com chifres de bode, que tem uma cauda grande e que usa um tridente. Quem nunca se assustou com uma imagem horripilante deste ser bizarro? Mas como essa imagem foi historicamente construída? É do conhecimento de todos que a atual imagem cristã do Satanás não é original, criada do nada, ou provinda exclusivamente da bíblia. Como todo o cristianismo, até o Diabo (coitado) foi fruto de uma série de uniões, de agregações de mitologias e culturas, para se chegar ao que hoje se tem.
Vamos conhecer a versão bíblica do Capeta.
Segundo a Bíblia, o Diabo era um anjo muito formoso, o mais inteligente e soberano das criaturas angélicas. Ele se rebelou contra Deus, que o expulsou do céu junto com um terço de anjos que eram adeptos das idéias de Lúcifer (esse é o nome de batismo do capeta). Ele caiu aqui na terra recém-criada por Deus e habitada por dois inocentes e desnudos seres, que caíram na sua lábia e permitiram a entrada do pecado no mundo, destruindo dessa forma a perfeita criação de Deus. Mas essa história quase todos conhecem. Dentro da mitologia bíblica, Satanás era um anjo e como tal, belo, inteligente, reluzente, e com poderes excepcionais. Como ele veio se tornar o monstro que ainda é pintado na mente de quase todos?
Tudo começa com o bode. Sim o bode.
Dentro do contexto simbólico na Europa antiga, o bode era o animal que representava a virilidade, o poder de procriação, a libido, a força vital. Esse animal era um dos preferidos dos deuses Pan e Dionísio. De Pan principalmente. E é aí que a transformação começa a ocorrer.
Pan é um deus da mitologia que conhecemos muito bem. Ele tem chifres e pernas de bode, vive nas florestas e atrás das ninfas. Podendo ser chamado também de Fauno. A figura deste deus foi muito relevante para que se configurasse a atual imagem do Diabo.
O bode que a princípio tinha simbolismo não-pejorativo tem a sua significação mudada pelo cristianismo medieval. Isso provindo da cultura religiosa judaica, que tinha dentro de suas festas uma que consistia no sumo sacerdote, autoridade religiosa máxima dentro do judaísmo, pegar um bode e “passar” para o animal todos os pecados do povo. Esse era o tal do bode expiatório. Depois disso, se jogava o animal no deserto para que ficasse a própria sorte.
Logo associou-se o bode ao pecado, e o seu mal cheiro teve uma associação com o mal. Na Idade Média suas características foram então associadas a figura do Demônio. Então a personificação do Demônio completou-se quando transformaram a imagem do deus grego Pan, na personificação do próprio Satanás.
Desde então, temos essa imagem, que talvez hoje já não seja mais tão forte assim. Mas que ainda perdura no imaginário de muita gente.Retalhos de Existência
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