quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

As profanas, surreais e aterrorizantes ilustrações de Santiago Caruso

Santiago Caruso é um ilustrador argentino cujas obras abordam mundos surreais, dimensões obscuras e lugares e coisas inóspitas, bem ao estilo da literatura de terror de H.P. Lovecraft. Não à toa, em seu portfólio, consta ilustrações que ele fez para uma das obras do citado autor (o conto The Dunwich Horror). Vejam alguns de seus trabalhos: Trabalhos pessoais: O uso de árvores como metáforas são recorrentes no trabalho do artista. Tem todo o aspecto de uma casa muito mal assombrada. ilustração de Vox Populi (Vox Dei) - A voz do povo... caveira acima, feita de cofre de porquinho, arma, pílulas e outras coisas. Ilustração para o livro La Condesa Sangrienta, sobre a famigerada Condessa que se banhava em sangue de virgens para manter a juventude: Ilustrações para o livro ilustrado contendo o conto The Dunwich Horror de H.P. Lovecraft. Como sempre, temas leves: Necronomicon, monstros de outras dimensões, conhecimentos arcanos, etc: Algumas imagens que continham conotações mais sensuais, estão no post do Andarilho's NSFW: As ilustrações macabras, profanas e sem pudor de Santiago Caruso.Imagens via site de Santiago Caruso. Dica via Beautiful Decay. Tags: arte, ilustrações e pinturas, imagens, surreal, terror

Ilustração Macabra

:meioobvio.com

As sombrias, macabras e góticas ilustrações de fantasia de Gerald Brom

Gerald Brom é um artista americano que, filho de um piloto do exército, passou boa parte dos seus primeiros anos viajando pelos mais diferentes cantos do planeta, sobretudo Alemanha e Japão. Aos vinte e poucos anos, começou a sua carreira como ilustrador, que lhe rendeu trabalhos para grandes empresas, como Coca-Cola e IBM. Mas foi fazendo ilustrações para a TSR (produtora do sistema de rpg Dungeons & Dragons) e a Wizard of the Cost (produtora do card game Magic: The Gathering) que ele deve ter se encontrado realmente, ao explorar mundos fantásticos cheios de violência e com clima sombrio. Brom, hoje com um vasto currículo que também inclui artes conceituais para filmes e videogames, além de ilustrações para editoras de quadrinhos, vive, em suas distorcidas palavras, "em um porão úmido, onde sobrevive de aranhas venenosas, centopeias e filmes B de kung-fu. Quando não está comendo insetos, está sempre escrevendo, pintando, e tentando alcançar um entendimento com os muitos demônios dançando sobre a sua cabeça". Aqui, separei alguns trabalhos de Brom, que mostram anjos, demônios, bárbaros, caçadores de recompensa e outros seres em mundos fantásticos e sombrios, em que a esperança não é sair ileso, mas talvez, ter apenas um destino menos doloroso. Vejam as sombrias, macabras e góticas ilustrações de fantasia de Gerald Brom: Asa negra O bárbaro e a cabeça de leão Sujeira e sangue - Nosferatu Fogueira de acampamento Armas Demônio Reverendo Motoqueiro macabro Inferno Madame aranha sensual Mão vermelha Forja de almas:Imagens via site de Gerald Brom. Dica via Supersonic Eletronic - Fantasy paintings by Gerald Brom. Tags: arte, fantasia, ilustrações e pinturas, imagens, sombrio

Lobisomens e Licantropia

O Lobisomem, ou licantropo (homem-lobo em grego), é um homem que, segundo a lenda, pode se transformar em lobo nas noites de lua cheia, só voltando à forma humana, quando o galo canta. Apesar dos lobisomens terem origens européias, criaturas semelhantes podem ser encontradas em vários lugares do mundo, como os homens-jaguar da América Central, ou mesmo os lobisomens norte-americanos. Peeira e Lobanil são nomes dados à versão feminina dos Licantropos. Origens A origem da lenda dos Lobisomens está na mitologia grega. Uma das personagens mais famosas foi o pugilista arcádio Damarco Parrásio, herói olímpico que assumiu a forma de lobo durante nove anos após um sacrifício a Zeus. Outro personagem famoso foi o Rei Licão, que foi transformado em lobo como punição pelo fato de gostar de comer carne humana. No entanto, alguns estudiosos afirmam que a origem real das lendas do lobisomem esteja na Ircàna, região da antiga Pérsia. A principal evidência é o fato de muitos nomes de tribo indo-européias, bem como sobrenomes modernos (Lopes, por exemplo) significarem “lobo” ou mesmo “homem-lobo”. As lendas dos licantropos estão ligadas aos constantes ataques de lobos na Europa e América do Norte. Como são predadores temidos, os lobos logo entraram no folclore desses povos. Há criaturas semelhantes em diversas partes do mundo: homens-hienas (África), homens-tigres (Índia), homens-pumas e homens-jaguar (Américas Central e do Sul). Antigamente, as lendas dos lobisomens eram usadas para explicar um distúrbio psicológico real: a licantropia clínica; doença em que as pessoas agem igual a animais. Também foi usada para explicar casos de mutilação e canibalismo. Tradições ao redor do mundo As lendas sobre os lobisomens variam de acordo com a tradição: No Brasil, se diz que o licantropo é a oitava criança em uma seqüência de filhos do mesmo sexo, ou o menino nascido após uma sucessão de sete mulheres. Também se diz que o lobisomem se transforma à meia noite de sexta-feira, em uma encruzilhada. Depois de transformado, sai a noite procurando sangue, matando ferozmente tudo que se move. Antes do amanhecer, ele procura a mesma encruzilhada para voltar a ser homem. Em algumas localidades diz-se que eles têm preferência por bebês não batizados. Já em outras diz-se que ele come fezes e não carne. Em Portugal, acredita-se que os lobisomens comam restos de animais mortos. Ele também é o sétimo filho da família e só não se tornará lobo se for batizado com o nome de Bento. Em outros países europeus, acreditava-se que os licantropos se alimentam de cadáveres humanos, cavando tumbas de cemitério. O escritor sueco Olaus Magnus afirma que na Livonia, as pessoas se tornam lobisomens após beberem um tipo especial de cerveja duas vezes. Na Rússia, se diz que o menino nascido no dia 24 de dezembro será um licantropo. Na Itália, França e Alemanha; o meio de se transformar em lobo é dormir numa noite de verão fora de casa numa quarta ou sexta-feira. Com a lua cheia brilhando diretamente para sua face. Outras formas de se transformar em licantropo: tirar as roupas e colocar um cinto feito de pele de lobo; beber água de uma pegada de lobo ou lobisomem; ou fazer aliança com Satan. Ainda no campo cristão, a licantropia pode ser uma punição dada por Deus ou algum santo a determinada pessoa, ou ainda resultado de excomunhão. No entanto, um homem chamado Thiess, afirma que os licantropos são, na verdade, os soldados de Deus na luta contra bruxas e demônios. Ele mesmo afirma ser um lobisomem. A forma mais conhecida de contágio é, no entanto, ser mordido por um licantropo. Apesar de ser famosa, é rara nas lendas, tendo sido popularizada pelos livros e filmes de horror. Na Fenoscandia, os licantropos eram na verdade bruxas, que tinham grandes garras e a habilidade de paralisar animais domésticos e crianças com seu olhar. Os servos acreditavam na existência dos vulkodlaks: lobisomens que tiravam suas peles de lobo no inverno. Se alguém queimasse a pele do lobo, ele se livrava da maldição. Os cassubianos e os eslovenos acreditavam que a criança que nascesse com muito cabelo, marcas de nascença ou com um calo na cabeça, tinha habilidade de se transformar em lobo. Já os armenos, acreditavam que as mulheres que cometessem pecados mortais, eram condenadas a viver sete anos em forma de lobas. Nesse período, ela devorava seus próprios filhos e os de suas parentes e amigas. A tribo Navajo, da América do Norte, acreditava na existência de feiticeiras vestidas com peles de lobo e conhecidas como Mai-cob. Os Naskapi, por sua vez, acreditava que os caribus eram protegidos por lobos gigantes que matavam caçadores imprudentes. No México, por sua vez, havia a crença no mahual, o homem-lobo que costuma roubar queijo e estuprar mulheres. Já no Haiti, há as lendas dos jé-rouges, lobisomens que entravam nas casas de mães de famílias e as acordava, pedindo permissão para roubar-lhe os filhos. Como as mulheres estavam sonolentas e desorientadas, a resposta poderia ser sim ou não. A maioria das lendas de lobisomens relata a transformação de homem pra lobo como sendo um processo doloroso, precedido de muita inquietude e ansiedade. O lupino passa por uma série de convulsões e contrações, enquanto as características de lobo vão se desenvolvendo. Como reconhecer Na sua forma humana, os licantropos possuem algumas características físicas: sobrancelhas unidas (monocelhas), unhas curvadas, orelhas pontudas e um andar oscilante. Os russos acreditam que há cerdas debaixo de sua língua, e os brasileiros afirmam que eles são magros e pálidos. Psicologicamente, os lobisomens se caracterizam por serem indivíduos muito melancólicos, depressivos. Em parte, devido ao fato de se lembrarem vagamente de seus crimes. Quando se transformam, os licans se parecem com grandes lobos, antropomorfizados ou não, sem cauda (se bem que alguns lobisomens atuais possuem uma longa cauda). Quando a transformação termina, os licantropos ficam fracos, debilitados e profundamente depressivos. Poderes Lobisomens são conhecidos por possuírem uma força extrema, sendo mais fortes que humanos, lobos e vampiros. Também são bastante velozes, atingindo a velocidade de um guepardo quando estão correndo. Sua visão é semelhante à dos humanos, no entanto seu faro é muito mais apurado que o dos homens e o dos lobos. Sua audição também supera a de ambos, e ele é capaz de ouvir pequenos barulhos distantes. Alguns lobisomens modernos são praticamente invencíveis, sendo afetados apenas por acessórios de prata. Os lobisomens também têm a capacidade de se acasalar, podendo haver relações tanto com humanos, como com lobos e com outros lobisomens. Todas as relações gerarão proles licantropas. Fraquezas Na Grécia Antiga, acreditava-se que os lobisomens tinham como principal fraqueza a vulnerabilidade ao aconitum, um tipo de planta que, segundo a lenda, teria nascido da baba de Cérberus. No entanto, as histórias mais conhecidas afirmam que para matar um lobisomem é preciso acertá-lo com artefatos feitos de prata (facas e balas). Em alguns países, os lobisomens têm outras fraquezas: centeio, mistletoe e cinzas de montanhas. Eles acreditam que estes elementos atrapalham o faro do lupino. Ao contrário dos vampiros, licantropos não são prejudicados por artefatos religiosos como crucifixos e água benta. Também há maneiras de se derrotar um licantropo, mas sem matar sua forma humana: - longos períodos de atividade física (segundo os antigos gregos); - exorcismo; - alguns tipos de remédios medievais; - sangrar o licantropo na testa (lenda siciliana); - pregar as mãos dos licans com pregos (atualmente, se afirma que lobisomens mais fracos perdem o poder quando têm a mão ferida); - enviar três cartas com o seu nome como destinatário (lenda alemã da região de Schleswig-Holstein); - conversão ao Cristianismo. Licantropos e mídia: livros As primeiras obras sobre licantropos foram escritas na Idade Média. Uma das primeiras foi o romance Bisclavret, de Marie de França, que mostra um lobisomem bonzinho, vítima de magia negra e que ajuda cavaleiros errantes. Mas a maioria das obras mostra os licantropos de outra maneira: demoníacos, servos de Satan, inimigos da raça humana e sedentos por carne. No conto de fadas Chapeuzinho Vermelho, a o lobisomem representa a figura simbólica do homem que tira a virgindade da garota. No século XIX, as histórias de horror gótico trazem de volta os licantropos do folclore: um homem amaldiçoado, que se transforma em lobisomem nas noites de lua cheia. Uma história que traz, implicitamente, referências aos licans é O Médico e o Monstro. Que mostra o caso de um médico que se transforma em monstro contra a sua vontade. No século XX, houve uma explosão de livros de lobisomens nos Estados Unidos e na Inglaterra. Foi nessa época que foi escrito The Werewolf of Paris (1933) por Guy Endore, considerado o Drácula dos livros de lobisomem. Mais recentemente, os licantropos passaram a ser mostrados como defensores da natureza. Um exemplo clássico é o RPG Lobisomem: O Apocalipse, da editora White Wolf. Licantropos e mídia: televisão, games e quadrinhos A primeira vez em que um Licantropo apareceu na televisão foi no sétimo episódio da série Doctor Who, em 1988, intitulado The Greatest Show in the Galaxy. Alguns lobisomens conhecidos são: - Benwolf (Ben 10) - Wolfsbane (X-men) - Arkkis Chummuck (Lanterna Verde) - The Captain (Hellsing) - Volf (Ninja Gaiden 2)forum.outerspace.terra.com.br

O que é a Licantropia

LENDAS E RUMORES: Que pode transformar um homem num lobo? Existe além da crença popular alguma razão para essa afirmação? Que significa a palavra licantropia? A palavra tem origem num vocábulo grego composto de Lykos [lobo] e tropos [forma]. A crença de que determinados homens podiam se transformar em lobisomens, era atrIbuída na Idade Média à bruxaria. Durante toda a Idade Média acreditou-se nesta transformação. Supunha-se que esses lobos eram feiticeiras, possuídas do segredo de se transformarem em bestas, graças aos seus poderes mágicos. Milhares de pessoas, supostas de se entregarem a essas metamorfoses diabólicas, foram queimadas nesse período. Queimaram-se até mesmo alguns “espíritos mais fortes” que se recusaram a aceitar a existência dos lobisomens como um tal Guilherme de Lure em Poitiers, na França, segundo relato do escritor francês Ruffat em La Superstition à travers lês ages (1977). Em 1573 um decreto do parlamento de Dôle na França, [região do Jura, perto da fronteira com a Suiça] determinavam que fossem abatidos os lobisomens. Claude Seignolle em Lês evangiles du Diable (1967) conta que no Perigord [perto de Burdeos] determinados homens, notadamente os filhos de padres, eram forçados, a cada lua cheia, a se transformarem em lobisomens. Era nessa noite que o mal os atingia. Eles só retornavam à forma humana depois de terem agredido ou assassinado suas vítimas. Existe alguma realidade nestes relatos? Seguramente a transformação do homem em lobo jamais existiu, mas temos fatos até recentes que nos oferecem certas explicações. O mais famoso licântropo de que temos referências históricas é o rei armênio Tiridat III (287- 330?), que foi curado pelo patriarca Gregório, o Iluminador. Mas escutemos a medicina atual. LICANTROPIA: Existe uma doença da qual temos alguns relatos históricos que confirmam esta crença. No castelo de Ambras, perto de Innsbruck, no Tirol austríaco, se conservam vários quadros que representam um adulto e duas crianças com o rosto coberto de cabelos e uma expressão feroz. Não são mitos ou imagens. Os protagonistas destes retratos viveram realmente. O adulto chamava-se Pedro González e nasceu no seio de uma família, acomodada faz 400 anos, das ilhas Canárias. Apenas alcançada a puberdade, experimentou os sintomas de um hirsutismo feroz, uma hipertricose [crescimento de pelos anormal do grego thrichós gernitivo de thrix pelo] desmesurada que cobriu inteiramente seu corpo de pelos. O hirsutismo é o aumento de pelos terminais como os pelos da barba masculinos. Pode acompanhar uma anormalidade endócrina. A hipertricose é o aumento de pelos locais sem causa hormonal e sem predileção especial por lugar de aparecimento. Pode ser idiopático [sem causa notável] ou decorrente de doenças ou remédios. Voltando ao nosso Pedro, como resultado de sua enfermidade todos se afastavam dele. O chamavam feto do diabo, aborto do inferno etc. Aos 25 anos viajou a Paris donde diziam havia um doutor que poderia curar sua doença. Não deu certo. As pessoas fugiam atemorizadas, as crianças choravam ao vê-lo, e os cachorros o perseguiam latindo. Somente uma mulher teve compaixão dele e devido à sua doçura e carinho recuperou a auto-estima e casou com ela. Mas o drama continuou porque os dois filhos nasceram com a mesma enfermidade por herdar os genes paternos. Recorreu nosso Pedro ao professor Félix Plater de Basiléia, um dos melhores especialistas da época. Mas tudo foi inútil. Não houve outro jeito a não ser se tornarem bobos da corte do Imperador Fernando II da Áustria que mandou imortaliza-los em respectivas pinturas à óleo. Modernamente dá-se importância a outra doença mais comum: o lupus eritematoso[lobo vermelho]. Não que transformasse todo o corpo, mas em razão de que esta doença ataca o rosto, contornando-o como se fosse uma máscara de carnaval avermelhada em forma de borboleta, ou deixando as pessoas com aparência de lobos. Um outro aspecto é o das convulsões devido à desordem neurológica que acompanha a doença, causando psicoses desequilibrantes. A doença afeta hoje a 1,4 milhão de americanos e um de cada 250 mulheres afro-americanas entre 18 e 65 anos. Além de seu aspecto, semelhante ao de um lobo, origem da designação, os doentes afetados por esta doença só saiam à noite pois as radiações solares agravam suas lesões. Além disso, essa doença é acompanhada às vezes, pelo hirsutismo. Era suficiente vislumbrar um paciente, à noite, para acreditar no lobisomem, que na literatura oriental seriam homens-tigre. Até o século XIX era hábito entre os camponeses evitar os passeios durante as noites de lua cheia. Acreditava-se que, além de correrem o risco de encontrarem um lobisomem, poderiam também se transformar em um deles. Com base neste mito, Stevenson (+1886) escreveu o seu romance The Strange case of Dr. Jekill and Mr Hyde. Segundo certos especialistas, como Jung, a influência do ciclo lunar sobre os impulsos sexuais agressivos pode ser explicada cientificamente. Mas no lupus trata-se das doenças chamadas porfirinas grupo de enfermidades genéticas cuja causa é o mal funcionamento da sequência enzimática do grupo HEM ou HEMO da hemoglobina, o pigmento vermelho do sangue. Este grupo é o que transporta o oxigênio às células do organismo. Este grupo é um composto ferroso com protoporfirinas e de acordo com as leis de Mendel é dominante de modo que qualquer erro na herança produz as doenças chamadas de PORFÍRIAS. Os resultados destas doenças são: Foto-sensibilidade, produto da acumulação das porfirinas metálicas na pele ocasionando sérias lesões. HIRSUTISMO: para se proteger da luz o organismo faz com que cresçam pelos no dorso das mãos nas bochechas, no nariz. O doente foge da luz do dia e, se sai, será à noite. As porfirinas da pele absorvem a energia luminosa e transmitem essa energia ao oxigênio que provém da circulação. Com o excesso de porfirinas se libera oxigênio atômico ou monoatômico que é altamente reativo e produz a destruição dos tecidos A pele apresenta zonas de coloração e de descoloração e os dentes se tornam vermelhos; tudo o que o aproximava do lobo. Por outra parte, o lobo era temido na Europa pela doença da raiva. Os lobos provinham da Polônia ou da Baviera e eram capazes de percorrer grande distâncias em poucos dias. Após atravessar a Alemanha, entravam na França pela “via dos lobos”, situada entre Wissemburg e Sarreguermine [região das Ardennes perto de Metz], antes de se espalhar por todo o território. É precisamente donde se deram a maioria dos casos de bruxaria na França e Alemanha. Precisamente os lobos furiosos eram considerados como animais venenosos, segundo esta prece dirigida a S. Humberto: “Protegei-me dos lobos loucos, dos cachorros loucos e das víboras”. E o santo era o padroeiro da região das Ardennes. A mesma doença que é chamada de hidrofobia. Como lemos em alguns relatos sobre o acesso de raiva de Pierre Boureville(1783) ao olhar este pequeno regato ficou assustado e sentiu todo o corpo estremecer e não podia conter o movimento que o agitava. Morriam 4 ou 6 dias, contados após o início dos sintomas. Pierre estremecia e emitia gritos que assustava a todos. Diante destas considerações vemos como o medo pode aumentar e até distorcer os fatos atribuindo a causas demoníacas coisas que hoje sabemos serem doenças biológicas. Um exemplo: o epiléptico do evangelho (Lc 9, 37-43). Por outra parte as manchas coloridas e os pelos nascidos fora dos lugares comuns davam razão aos que diziam serem marcas do diabo. Na Bíblia temos o caso de Esaú a quem sua mãe imitou cobrindo os braços e pescoço do filho mais novo Jacó com uma pele de cabrito. O fato se explica caso Esaú tivesse a doença da hipertricose ou do hirsutismo idopático. O mito do Homem-Lobo se registra desde a Idade Média até nossos dias. Na Idade Média se cometia grande quantidade de crimes sádicos e sexuais que sempre terminavam por ser atribuídos a seres sobrenaturais, devido à superstição e ao medo da gente. Alguns trabalhos curiosos comparam esses delitos sobrenaturais antigos com os crimes sexuais seriais executados por criminais contemporâneos, identificando as violações e os assassinatos atribuídos aos temidos homens-lobo com as barbaridades e sevícias levados a cabo pelos assassinos de hoje. Em psiquiatria, a licantropia aparece como uma enfermidade mental com tendência canibal, onde o doente se imagina estar transformado em lobo e, inclusive, imitando seus grunhidos. Em alguns casos graves esses pacientes se negam a comer outro alimento que não seja carne crua e bem sanguinolenta. Isoladamente, tanto as tendências eminentemente sociológicas, quanto as psicológicas e orgânicas fracassaram. Hoje em dia fala-se no elemento bio-psico-social. Volta a tomar força os estudos de endocrinologia, que associam a agressividade do delinqüente à testosterona (hormônio masculino), os estudos de genética ao tentar identificar no genoma humano um possível "gene da criminalidade". Esses transtornos, normalmente diagnosticados como severas psicoses, apresentam concomitantemente um alto grau de histerismo, cursando com idéias delirantes e mudança total da pessoalidade e, como outras psicoses, não sendo possível separar a realidade do imaginado. Antigamente, sendo as psicoses de difícil tratamento, proliferavam psicóticos esquizofrênicos e outros doentes mentais, como os sádicos, necrófilos e psicopatas em geral, os quais ocorriam à licantropia como via de saída para seus delírios ou seus instintos mórbidos. Estes doentes se valiam, como ainda hoje, dos personagens da cultura e do folclore para solidificar a crença em poder transformar-se em lobo, e que, nas noites de lua cheia, seu corpo se cobria de pelo, seus dentes se tornavam pontiagudos e suas unhas cresciam até converter-se em garras. Possuídos por tais delírios, os doentes vagavam pelas ruas assediando suas vítimas, atacando, mordendo e, em algumas ocasiões, esquartejando e comendo partes de seu corpo. Hoje em dia a medicina conhece outros tipos de doenças que poderiam explicar parte do mito da licantropia, como por exemplo a Porfiria Congênita. Esta doença se caracteriza por problemas cutâneos, foto-sensibilidade e depósitos de porfirina, um pigmento dos glóbulos vermelhos que escurece os dentes e a urina, dando a impressão que o paciente esteve bebendo sangue. Outras doenças, como por exemplo a Hipertricose ou o Hirsutismo, as quais provocam o crescimento exagerado de pelos por todo o corpo, incluindo a face, eram interpretadas, antigamente, como qualidades sobrenaturais onde os pacientes podiam converter-se em bestas. Mas, por outro lado, ao longo da historia tem surgido alguns criminosos considerados "homens-lobo" devido aos seus métodos canibais de matar a vítima. As Porfirias são um grupo de doenças genéticas cuja causa é um mau funcionamento da seqüência enzimática do grupo Heme da Hemoglobina (a HEMOGLOBINA é o pigmento do sangue que faz que este seja vermelho e é composta pelo grupo Heme e varias classes de GLOBINAS, segundo circunstâncias , normais, que agora não vêem ao caso). O grupo Heme é quem transporta o oxigênio dos pulmões ao resto das células do organismo e é um complexo férrico (em estado ferroso). Qualquer erro na hereditariedade que interfere na síntese do grupo Heme é capaz de produzir as doenças chamadas Porfirias.moonlightbeasts.tripod.com