segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Museu macabro – Museu da cultura funerária
POR VERFLUCHT
Este museu para a cultura funerária foi aberto na cidade de Novosibirsk na Rússia por um empresário local. A por volta de 10 mil exposições dedicadas às tradições funerárias do século 19 neste museu.
Fonte - Protelando
A arte macabra de Mariano Villalba
Belíssimos os trabalhos do diretor de arte argentido Mariano Villalba. Por trás de toda beleza, há um lado macabro e surreal muito aflorado.
Arte & Design Brainarray
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
De Anjo a Demônio: a construção histórica da imagem do Diabo
Este é um cara que você conhece de outros carnavais. Todo mundo tem uma imagem mental do Diabo. Seja ele como um homem que use capa preta, um ser grotesco vermelho, mas a figura que predomina é do monstro vermelho com chifres de bode, que tem uma cauda grande e que usa um tridente. Quem nunca se assustou com uma imagem horripilante deste ser bizarro? Mas como essa imagem foi historicamente construída? É do conhecimento de todos que a atual imagem cristã do Satanás não é original, criada do nada, ou provinda exclusivamente da bíblia. Como todo o cristianismo, até o Diabo (coitado) foi fruto de uma série de uniões, de agregações de mitologias e culturas, para se chegar ao que hoje se tem.
Vamos conhecer a versão bíblica do Capeta.
Segundo a Bíblia, o Diabo era um anjo muito formoso, o mais inteligente e soberano das criaturas angélicas. Ele se rebelou contra Deus, que o expulsou do céu junto com um terço de anjos que eram adeptos das idéias de Lúcifer (esse é o nome de batismo do capeta). Ele caiu aqui na terra recém-criada por Deus e habitada por dois inocentes e desnudos seres, que caíram na sua lábia e permitiram a entrada do pecado no mundo, destruindo dessa forma a perfeita criação de Deus. Mas essa história quase todos conhecem. Dentro da mitologia bíblica, Satanás era um anjo e como tal, belo, inteligente, reluzente, e com poderes excepcionais. Como ele veio se tornar o monstro que ainda é pintado na mente de quase todos?
Tudo começa com o bode. Sim o bode.
Dentro do contexto simbólico na Europa antiga, o bode era o animal que representava a virilidade, o poder de procriação, a libido, a força vital. Esse animal era um dos preferidos dos deuses Pan e Dionísio. De Pan principalmente. E é aí que a transformação começa a ocorrer.
Pan é um deus da mitologia que conhecemos muito bem. Ele tem chifres e pernas de bode, vive nas florestas e atrás das ninfas. Podendo ser chamado também de Fauno. A figura deste deus foi muito relevante para que se configurasse a atual imagem do Diabo.
O bode que a princípio tinha simbolismo não-pejorativo tem a sua significação mudada pelo cristianismo medieval. Isso provindo da cultura religiosa judaica, que tinha dentro de suas festas uma que consistia no sumo sacerdote, autoridade religiosa máxima dentro do judaísmo, pegar um bode e “passar” para o animal todos os pecados do povo. Esse era o tal do bode expiatório. Depois disso, se jogava o animal no deserto para que ficasse a própria sorte.
Logo associou-se o bode ao pecado, e o seu mal cheiro teve uma associação com o mal. Na Idade Média suas características foram então associadas a figura do Demônio. Então a personificação do Demônio completou-se quando transformaram a imagem do deus grego Pan, na personificação do próprio Satanás.
Desde então, temos essa imagem, que talvez hoje já não seja mais tão forte assim. Mas que ainda perdura no imaginário de muita gente.Retalhos de Existência
terça-feira, 8 de maio de 2012
Rituais macabros
Psicopatas podem virar assassinos por dois motivos: ou para eliminar quem atrapalha seu caminho ou pelo simples prazer de transformar a morte em cerimônia por Texto (Eduardo Szklarz)
Nos anos 70, a grande diversão da argentina Yiya Murano era tomar chá com as amigas. Risonha e bem-humorada, embalava o papo com biscoitinhos - e aproveitava para envenenar as amigas com cianureto. Aos 49 anos, foi condenada à prisão perpétua acusada de matar Nilda Gamba, Lelia Formisano de Ayala e Carmen Venturini - 3 aposentadas que tinham lhe confiado suas economias para que aplicasse no mercado financeiro. Nunca viram a grana de volta.
Yiya Murano faz parte de um grupo restrito: o dos psicopatas que matam. Psicopatas são muitos, mas só uma minoria chega a matar, embora sejam esses os casos mais famosos e documentados. O desafio dos especialistas é entender por que eles levam sua violência às ultimas consequências. Não dá para dizer, por exemplo, que toda pessoa com alto grau de psicopatia vai partir para o homicídio. Os casos são individuais, e só se explicam por uma combinação de fatores.
Um deles é a violência instrumental, aquela em que o criminoso faz um balanço custo/benefício dos seus atos para alcançar um objetivo. Por exemplo, quando um terrorista coloca uma bomba num mercado cheio de gente para chamar a atenção à sua causa. O psicopata é assim: usa a violência como um meio racional para conseguir um fim - inclusive matar uma amiga para ficar com seu dinheiro. Outro fator é a incapacidade do psicopata de se colocar na pele do outro. Psicopatas captam a necessidade das vítimas, mas apenas para detectar sua fraqueza e assim manipulá-las. Ou seja, simulam uma empatia que na verdade não têm.
"Com pouca empatia e o uso instrumental da violência, o risco de crimes contra a vida aumenta", diz o psiquiatra brasileiro Paulo J. Negro, que trabalha no Clifton T. Perkins Hospital Center, um hospital forense de segurança máxima (equivalente a casa de custódia) em Maryland, nos EUA. Ainda assim, ele lembra que a violência do psicopata vai depender de outras variáveis, como a impulsividade e a permissividade social.
Trabalho ou prazer
Seja qual for a motivação dos psicopatas homicidas, eles em geral se dividem em dois subgrupos. "Uns matam porque é parte de seu trabalho. É o caso do bandido que vai assaltar um banco e elimina quem atrapalha seu caminho", diz o psiquiatra Hugo Marietan, da Universidade de Buenos Aires. "Também há psicopatas assim na polícia e nas forças de segurança privada. São os homicidas socialmente aceitos."
Por outro lado, existem os psicopatas que matam por prazer. Eles sentem uma necessidade que os impele a matar, uma "fome" que é saciada e pouco depois reaparece. Por isso reincidem. São os assassinos seriais - uma minoria de 1 para cada 20 mil psicopatas. "Para eles, matar é fundamental como uma cerimônia da morte. Não são do tipo que atira a esmo e vai embora. Isso não tem graça. Sem ritual eles não matam; escolhem outro dia", diz Marietan.
Foi assim com o americano Edmund Kemper. Enquanto Yiya colocava cianureto nos saquinhos de chá, Kemper fazia sucesso com as estudantes de Santa Cruz, na Califórnia. Grandalhão e boa-praça, ele dava carona a elas e as matava a sangue-frio. Esfaqueou as duas primeiras, sufocou a terceira e disparou em outras 3. Fez sexo com os corpos, esquartejou-os, comeu partes e tirou fotos. Edmund havia matado o avô e a avó bem antes, aos 15 anos, e passado 5 anos num hospital psiquiátrico. Ao sair, seu objetivo era matar a mãe, mas decidiu esperar. Praticou com as colegas da faculdade, e só depois decidiu dar cabo da mãe com um machado. Tinha apenas 24 anos.
Necrofilia e canibalismo são perversões sexuais comuns aos assassinos seriais como Kemper. Elas elevam o ritual da morte a um patamar de pleno comando sobre a vítima. Assim é fácil entender por que 86,5% deles são psicopatas, de acordo com o psiquiatra americano Michael Stone.
Mas há ainda um grupo no qual a psicopatia reina absoluta: o dos estupradores seriais. "O estuprador serial por definição é um psicopata, enquanto não se prove o contrário", diz o psiquiatra forense argentino Luis Kvitko, um dos maiores especialistas latino-americanos em delitos sexuais. Segundo ele, o estuprador psicopata nem sempre age por desejo sexual. Na verdade, ele goza fazendo sofrer e humilhando a mulher que submete. Isso complica as investigações. "Em até 40% dos casos, não há esperma nas vítimas desse delito. E, se não há esperma, não há DNA do criminoso", diz Kvitko.
Portanto, ao contrário do estuprador circunstancial - que em geral age por tesão ou sob efeito de álcool -, o estuprador psicopata reincide. Com o mesmo tipo de vítima: meninas, loiras, e assim por diante. E, ao reincidir, pode matar. "Quando mata, é apenas para evitar ser reconhecido. Um efeito colateral não desejado, mas necessário. Isso o diferencia do assassino serial, que mata por prazer", diz Marietan.
Yiya Murano saiu da prisão e vive hoje num asilo em Buenos Aires, onde virou uma espécie de celebridade. Continua negando os crimes - só confessou ao filho, que contou tudo em um livro. Já Ed Kemper está na cadeia desde que se entregou à polícia, após matar a mãe. Com seu QI 136 (quase de gênio), ele descreve em minúcias como destroçou suas vítimas, do mesmo jeito que fazia com bonecas e bichos na infância. Yiya e Kemper são tão diferentes como dois psicopatas podem ser. Ao mesmo tempo, tão parecidos a ponto de compartilhar histórias de charme, manipulação e rastros de sangue.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Pin-Ups Diabólicas
Lembram das Pin-Ups diabólicas de Ally Fell, aqui vai um pouco de um trabalho com temática parecida do artísta Henning Ludvigsen, o processo é através de desenhos em mão posteriormente trabalhados no computador:
Fonte Dr. Caligari
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